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Poderia até passar noites acordada a tentar explicar o quanto importante te tornas-te. Mas não iria conseguir. És a definição de felicidade e a mesma não tem forma de ser explicada. Eras o mundo, aquele que a cada minuto que passava eu sonhava. Suspirava por ti, e vivia por nós. Na realidade nem passou de uma ilusão, para recemente agora no fim ser uma desilusão. Infelizmente não pude optar de no início não me apaixonar por ti. Eras o destino, aquele a quem eu queria pertencer eternamente, até que a morte nos separasse. Foram promessas e juras em vão. Foram sonhos por realizar. E planos caídos. Cada dia ficava mais apaixonada por ti. Havia certos momentos e barreiras que o meu ser pensava que iria morrer, só porque tu não estavas presente. Agora voltar é talvez impossível, por todos os motivos. Até pelo sentimento. O teu mudou, agora há odio. Sim, todo aquele amor que dizias existir entre os nossos corpos para ti é ódio. Mas como? Como és capaz de o demonstrar sem te nascer a lágrima no canto do olho, sem o aperto no coração. Perder-te é tão doloroso, depressa o mundo desaba. O que será daqui para a frente? Sem nós. Sem todas as provas de amor de ambos. Espero que a última opcção não seja morrer. Isso implicaria ficar sem ti, eternamente mesmo.
A noite caíu e as estralas cintilavam em todo aquele céu
escuro e resgardado. Os meus olhos apenas alcançavam o mar. Deitei por fim o
corpo na areia húmida e macia. Um calafrio me preencheu. O meu olfato conseguiu
cheirar a brisa que naquele momento permanecia. Chegava a hora de toda a população da cidade ir finalmente descansar. Não havia
apenas uma pessoa por toda aquela rua. Decidi virar costas a todo aquele
horizonte, e vir embora. A minha cabeça vinha baixa, o meu pensamento pesava. Ouvi os passos de alguém,
o meu coração tapou os olhos com medo, e senti um toque no ombro direito. A
minha reação foi dar o primeiro passo para sair dali, mas agarrou-me e envolveu-me
nos seus braços.Perguntei simplesmente para mim própria o porque de tudo aquilo. Era um
desconhçido, um estranho, um rapaz. Desta vez não tinha sido eu a ceder, nem a
lutar.
Era
incrível como me achavas bonita mesmo eu não estando com maquilhagem, tu
deixavas-me bem, rias das minha piadas sem graça, olhavas-me e os teus olhos
brilhavam. Isso nunca tinha acontecido comigo antes, foste a primeira pessoa
que me fez sentir tão bem. Nós
viajávamos juntos, sem destino, apenas para passar casa minuto do dia, perto um
do outro. Aumentávamos o som do rádio do carro e cantávamos as músicas mais
belas. Cada uma delas lembrava-me de casa momento que eu tinha passado contigo,
de casa gargalhada e de casa sorriso. Eu adorava pensar em nós, e lembrar de
quando me olhas-te e disseste que me amavas.
Talvez o passado ainda seja demasiado forte para ser uma
memória. Falando melhor talvez o nosso amor ainda tenha ido em vão tão
recentemente que não tenha havido tempo para o esquecer. As promessas , os
sonhos, os planos, tudo era tão perfeito ao ponto de parecer real . O tempo
passava em vão, quando os nossos corpos se desejavam. Perdia-me no teu
pensamento, simplesmente era tudo o que queria para o meu futuro. O nosso
futuro. Foram tantos objectivos conseguidos, tantas barreiras superadas.
Para onde foi o nosso amor? Aquele que dizias ser inseparável dos nossos
corações. Quando fecho os olhos simplesmente recordo o sabor dos teus lábios,
o calor do teu corpo, o cheiro do teu perfume. Tudo isso permanece em mim,
no meu ser. Seguis-te a tua vida, e já tens outra estrada que optas-te. Mas
e eu ? Olho para todas as esquinas, e nenhuma tem saída. Fiquei bloqueada no
nosso mundo, aquele que dizes ser passado. E o nosso futuro? Não deveria
estar a ser cumprido agora? Eu não tenho respostas mas tenho cem questões,
aquelas que só tu poderias responder.
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