A noite caíu e as estralas cintilavam em todo aquele céu escuro e resgardado. Os meus olhos apenas alcançavam o mar. Deitei por fim o corpo na areia húmida e macia. Um calafrio me preencheu. O meu olfato conseguiu cheirar a brisa que naquele momento permanecia. Chegava a hora de toda a população da cidade ir finalmente descansar. Não havia apenas uma pessoa por toda aquela rua. Decidi virar costas a todo aquele horizonte, e vir embora. A minha cabeça vinha baixa, o meu pensamento pesava. Ouvi os passos de alguém, o meu coração tapou os olhos com medo, e senti um toque no ombro direito. A minha reação foi dar o primeiro passo para sair dali, mas agarrou-me e envolveu-me nos seus braços.Perguntei simplesmente para mim própria o porque de tudo aquilo. Era um desconhçido, um estranho, um rapaz. Desta vez não tinha sido eu a ceder, nem a lutar.